No Final do Corredor

histórias, experiências e lições de vida

2 de outubro de 2015
Ana Lucia Coradazzi

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Quando conversas salvam vidas

Amy BermanO Washington Post publicou há alguns dias o relato da enfermeira Amy Berman, portadora de câncer de mama metastático, a respeito do impacto salvador que as discussões sobre o final de sua vida tiveram sobre ela. Amy enfatiza o quanto esse tipo de conversa pode beneficiar os pacientes, permitindo que eles possam tomar decisões mais coerentes com o que acreditam e esperam.

A enfermeira Mônica Trovo traduziu a parte mais significativa do texto, publicado originalmente em inglês:
“Infelizmente, os profissionais de saúde não têm iniciativa, tempo ou treinamento para sentar com pessoas que têm doenças avançadas e discutir o que é importante para nós enquanto nossa condição de saúde deteriora; coisas como onde se quer morrer (eu quero em casa), o que é mais importante (controlar minha dor) e quais tratamentos eu quero evitar. Contudo, o sistema de saúde oferece vários tratamentos dispendiosos para pessoas no fim da vida – tratamentos estes que as pessoas, se questionadas, diriam que nunca quiseram. E isso não precisa acontecer. Conversas sobre planos de cuidados avançados ajudam pessoas como eu a entender suas opções e tornar seus desejos conhecidos. (…) Estas discussões – que podem ser contínuas e não únicas – podem redirecionar decisões frente à mudanças e guiar os profissionais a oferecer os cuidados que os pacientes e suas famílias necessitam. Os benefícios destas conversas são claros: melhores condições de saúde, melhor assistência e, em muitos casos, custos menores. E, o mais importante, estas conversas são “salvadoras” (lifesaving), possibilitando a nós que temos doença em fase avançada viver da maneira como queremos, total e profundamente, por quanto tempo for possível”.  Amy Berman, enfermeira, com câncer de mama em estado avançado.

A verdade é que discussões honestas e empáticas, no cenário de doenças incuráveis ou que ameaçam gravemente a vida, podem ter efeito mais terapêutico que medicamentos ou cirurgias. O texto de Amy pode ser lido na íntegra no link abaixo. Boa leitura!

https://www.washingtonpost.com/national/health-science/a-nurse-with-fatal-breast-cancer-says-end-of-life-duscussions-have-saved-her/2015/09/28/1470b674-5ca8-11e5-b38e-06883aacba64_story.html?postshare=1871443646811210

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